Vou tentar fazer um rant curto.
Durante o FISL 10, me convenci que os palestrantes e voluntários (isso inclui a mim) são trouxas que tem apenas uma função: aumentar o público do evento para ajudar no sucesso das campanhas políticas promovidas pelos seus organizadores.
O evento não foi completamente ruim. O conteúdo das palestras técnicas estava excelente. O ponto é que ficou claro pra mim que a qualidade das palestras é apenas um efeito colateral. Os voluntários e palestrantes ajudam a montar o FISL, mas os “donos” do FISL não são eles.
Os donos do FISL são os que recebem o dinheiro de empresas privadas e estatais, mas não têm interesse algum em demonstrar para onde o dinheiro vai. São eles que definem o discurso utilizado, qual o conteúdo do site do evento, o que dizem os releases para a imprensa. Os donos do FISL são quem define se vão fechar o evento para o PT fazer campanha política, e se software livre será associado a anti-capitalismo e anti-copyright.
Eu não sou ingênuo para esperar que política fique totalmente de fora de qualquer grupo que reúna mais que 6 pessoas. Política é um efeito colateral difícil de evitar. A questão é se a política é apenas um efeito colateral chato (como eu imaginava que seria) ou um fim (como se demonstrou ser).
[Update 02/07/2009 18:40: muita gente parece ter lido só o último parágrafo do post e não entendeu a minha crítica. Eu não estou reclamando da grade do FISL. Eu estou reclamando do uso do evento para promoção de campanhas políticas que não dizem respeito a software livre. Eu não estou reclamando do tema política, eu estou reclamando do uso político do evento. Estou reclamando do uso do público e dos voluntários do FISL como massa de manobra (eu odeio essa expressão, mas não encontrei outra melhor).]
Eduardo,
Não sinto que meu trabalho foi usado para campanha política… Meu trabalho foi a favor do Software Livre, da Liberdade de conhecimento. Se alguns acreditam que isso não envolve liberdade para baixar conhecimento cultural livremente, então não acredita que a liberdade do conhecimento seja possível.
Não tenho nada a ver com o PT, não tenho nada além de respeito Cívico pelo Governo Federal, Estadual e Municipal. Inclusive, critico muito o que certos políticos da base governista fazem…
Sou sim a favor da liberdade do conhecimento, da liberdade de expressão, da liberdade de ir e vir, da liberdade em todos os seus meios. Ninguém é obrigado a gostar disso, mas o FISL é sim a favor da liberdade total e irrestrita e isso faz dele um evento muito especial…
Ah!, lembrar-te uma questão de conceito: Fórum (que é uma palavra grega) tem relação a discussão aberta e irrestrita de assuntos relacionados a qualquer indivíduo da comunidade. Se não fosse para isso, não seria Fórum, mas sim um Congresso (que trata apenas e tão somente de assuntos técnicos).
Veja, por exemplo, o CONISL. Como Congresso, é muito mais técnico do que o FISL, mas mesmo assim não consegue se livrar de uma ou outra palestra filosófica/política. Quer um evento extritamente técnico, vá ao CONISL… Quer pluralidade, FISL é plural é abrangente e aceita as diferenças… Não quer seu trabalho relacionado às tantas diferenças do FISL? Realmente uma pena!
Não me sinto cabo eleitoral e não sinto meu trabalho sendo relacionado à pirataria, mesmo porque pirataria é o que estão fazendo na costa da SOMÁLIA! Sinto que estou trabalhando pela liberdade… A minha, a sua e a de todos os cidadão do Brasil e do Mundo!!!
Guaraldo:
“Se alguns acreditam que isso não envolve liberdade para baixar conhecimento cultural livremente, então não acredita que a liberdade do conhecimento seja possível.”
Isso é posicionamento político.
“Ninguém é obrigado a gostar disso, mas o FISL é sim a favor da liberdade total e irrestrita [...]“
Isso também.
Você tem todo o direito de lutar por isso, de trabalhar por isso. Parabéns. Você dedica mais tempo que eu para lutar por isso, e isso é louvável. Mas isso não deixa de ser ideologia, isso é campanha política (o que eu chamo de “campanha política” e “partidarismo” não necessariamente envolve um pardido político). E é a sua ideologia, a sua campanha política, o que você acredita, e uma visão das quais muitos não compartilham. Eu até compartilho de boa parte dela, mas ninguém tem o direito de igualar a sua própria visão política a Software Livre.
Quanto ao seu comentário sobre pirataria: concordo, por isso eu usei “pirataria” entre aspas.
Sentí falta do amigo Sarney no evento,
êste sim, adepto da pirataria….
kkkkkkkkkkkkkkk
Estou morrendo de rir, nunca vi coisa mais engraçada
kkkkkkk ai meu Deus, kkkkkkkk